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Após cinco quedas consecutivas, número de empresas voltou a crescer

Após cinco quedas consecutivas, número de empresas voltou a crescer

Após cinco anos em queda, o número de empresas ativas no país aumentou em 2019, com um acréscimo de 6,6% na comparação com 2018. Da mesma forma, cresceu o total de assalariados que trabalham para entidades empresariais — um aumento de 774,8 mil representa uma alta de 2,4%. Os dados são de pesquisa inédita divulgada na última sexta-feira, dia 22 de outubro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Intitulado Demografia das Empresas e Empreendedorismo, o estudo revela as taxas de entrada, saída e sobrevivência das empresas, além da mobilidade e idade média delas. Mostra ainda dados relacionados à ocupação assalariada,além de recortes por atividades econômicas e regiões do país. O IBGE reúne esses indicadores anualmente desde 2008. Não são considerados no levantamento órgãos públicos, entidades sem fins lucrativos, microempreendedor individual (MEI) e organização social (OS).

 

Atividades profissionais, científicas e técnicas foram as de maior destaque

 

Em 2019, o Brasil tinha 4,7 milhões de empresas com uma idade média de 11,7 anos. Elas contavam com 33,1 milhões de trabalhadores assalariados. Nesse mesmo ano, as entradas de novas empresas totalizaram 947,3 mil. Considerando que as saídas foram 656,4 mil, o saldo positivo foi de 290,9 mil.

 

“Observa-se que as 4,7 milhões de empresas ativas tinham 5,2 milhões de unidades locais também ativas, das quais 50,5% estavam localizadas na Região Sudeste; 22,5%, na Região Sul; 14,9%, na Região Nordeste; 8,4%, na Região Centro-Oeste; e 3,7%, na Região Norte”, afirmou o IBGE em nota.

 

As áreas econômicas de maior destaque foram as atividades profissionais, científicas e técnicas. O saldo positivo foi de 61.388 empresas. Nesse setor, segundo o IBGE, enquadraram-se muitos profissionais liberais que atuam oferecendo serviços e consultorias em gestão empresarial, engenharia, direito e contabilidade. Saúde humana e serviços sociais foi outra atividade econômica que se destacou. O saldo positivo, de 44.294 empresas, se deve principalmente à atenção ambulatorial exercida por médicos e dentistas.

 

Resultados da pesquisa ainda não levam em conta impactos da covid-19

 

Os números da pesquisa realizada pelo IBGE revelam a interrupção da sequência de quedas que se observou entre os anos de 2014 e 2018. Antes desse período, o Brasil registrou pelo menos seis anos de crescimento no número de empresas nacionais: o saldo anual foi positivo de 2008, quando as análises começaram a ser realizadas, até 2013.

 

O IBGE, contudo, ainda não avaliou os impactos da pandemia de covid-19 no setor. A influência da crise sanitária no País poderá ser observada na próxima edição da pesquisa, que deverá ser publicada no ano que vem e trará os dados de 2020.


Redação MarketUP | Fonte: Agência Brasil