Após duas altas consecutivas, confiança do comércio volta a cair Notícias
17
fev

Após duas altas consecutivas, confiança do comércio volta a cair

Depois do crescimento registrado em dezembro e janeiro, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) teve uma queda de 1,2% em fevereiro, embora ainda permaneça na zona de confiança com 119,3 pontos. Os dados foram divulgados ontem, dia 16 de fevereiro, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

De acordo com a Confederação, a taxa quase eliminou o crescimento de janeiro, de 1,4%. No acumulado do ano, o aumento é de 0,2%. O Icec dessazonalizado se manteve na zona de satisfação pelo oitavo mês seguido e se igualou ao nível de setembro do ano passado.

Os três componentes do indicador e os nove subfatores apresentaram queda em fevereiro, pessimismo verificado pela última vez em abril de 2021, quando o Icec registrou taxa negativa de 6,4% diante do quadro de incertezas e restrições impostas pela pandemia da covid-19. À época, o índice caiu para 95,7 pontos. Ao longo de 2021, houve oscilações no índice, com tendência de alta acompanhando a vacinação da população contra e a reabertura do comércio.

O pessimismo no mês foi influenciado principalmente pelo aumento na energia elétrica e nos combustíveis; o reajuste dos aluguéis; a pressão nos preços no atacado; dificuldades de repasse dos custos; consumo morno e famílias endividadas; mercado de trabalho em recuperação; juros ascendentes e inflação. “Nessas condições, as estimativas hoje são de baixo volume de faturamento do comércio varejista em 2022. Noutro sentido, promissoramente, tem-se as perspectivas de arrefecimento da inflação, à medida que a política monetária vem gerando efeitos desejados na economia, em particular sobre a atuação do comércio e a formação dos preços ao consumidor”, afirmou a CNC em nota.

A maior queda entre os componentes do Icec ocorreu nas expectativas empresariais dos comerciantes, com redução de 1,6%, impactada pela percepção negativa da conjuntura sobre a empresa (1,9%). O indicador das condições atuais do empresário teve queda de 1,4%, caindo para 100,4 pontos. Entre os subfatores, as condições da economia tiveram a maior variação, com queda de 2,4%.

Redação MarketUP | Fonte: Agência Brasil

Autor:

MarketUP

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