Finanças e Tributos
18
ago

Pix, Real Digital, Open Finance: BC quer integrar serviços em sistema único

As mais recentes novidades anunciadas pelo Banco Central de serviços financeiros digitalizados e modernizados, como o Pix, Open Banking e Open Finance além do Real Digital, que vem sendo estudado, devem ser integrados em uma plataforma única até 2024. Para os especialistas, esse será um importante avanço no sistema financeiro brasileiro.

A ideia do Banco Central é que o sistema integrado permita ofertas personalizadas e melhores vantagens aos clientes, a otimização do tempo do usuário com todas as contas em bancos, fintechs ou cooperativas embutidas em um único sistema, e a possibilidade de realizar pagamentos instantâneos internacionais uma espécie de “Pix Internacional”. Para entender como tudo isso funcionará, é necessário compreender suas aplicações individuais.

Lançado em fevereiro de 2020, o Pix rapidamente se tornou um dos métodos de pagamento mais utilizado dos brasileiros. Até agosto deste ano, o número de transações já ultrapassou mais de R$ 14 bilhões, sendo que no total já superou R$ 7,5 trilhões. Com a popularidade do Pix nesses dois anos, o BC lançou outras duas iniciativas: Open Banking e Open Finance.

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O primeiro se trata da abertura do usuário para um sistema de compartilhamento de dados bancários entre outras instituições financeiras reguladas. Nele, o cliente passa a receber ofertas de acordo com suas demandas e perfil. A primeira fase teve incio em fevereiro de 2021, e a última entrou em 15 de dezembro do mesmo ano. 

A quarta e última fase do Open Banking dá início ao Open Finance, ampliando o compartilhamento de dados para melhorias nos serviços bancários para todos os serviços financeiros que uma pessoa pode contratar. Incluindo produtos de investimentos, seguros, previdência, câmbio, e outros.

Com isso, as corretoras e seguradoras também poderão ter acesso às informações dos clientes que consentirem, visando ofertas os melhores produtos para aquela pessoa.

SISTEMA INTEGRADO

De acordo com Roberto Campos Neto, o Banco Central trabalha para que todos os serviços destacados acima estejam em um único sistema, melhorando a experiência do usuário com serviços financeiros e poupando tempo. 

Ilustração de um aplicativo integrado / Divulgação BC

A ilustração acima mostra como o Banco Central idealiza o que serão os aplicativos no futuro. Contendo as contas que o usuário tem em outros bancos, a plataforma conterá espaços relativos às ofertas de crédito possíveis graças ao Open Baking, e investimentos devido ao Open Finance. Segundo o BC, a utilização dos serviços também se dará off-line.

A partir disso, o usuário vai conseguir acessar todas as suas finanças e realizar diferentes pagamentos direto pela plataforma, sem a necessidade de deixar o aplicativo para buscar informações ou realizar transações em outros lugares.

Durante a sua palestra na Febraban Tech 2022, na última quinta-feira(11), Campos Neto mencionou que os bancos fazem parte do processo de desenvolvimento do sistema de integração dos serviços financeiros.

Real Digital: Versão digital da moeda física

A criação da versão digital da moeda física, tecnicamente chamada de CBDC (Central Bank Digital Currency), começou a ser viabilizada em 2021, com criação de um laboratório de ideias pela Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central (Fenasbac) chamado Lift Challenge.

A Lift Challenge, selecionou 9 projetos para acompanhamento, que deverão ser desenvolvidos para viabilizar a moeda digital quanto antes. Ainda durante a Febraban Tech 2022, Campo Neto disse que espera que o projeto esteja pronto em 2024. Ao CNN Brasil Business, Rodrigoh Henriques, líder de inovações financeiras da Fenasbac, afirmou ser possível implementar o Real Digital na data estipulada.

“Não queremos que ninguém perca dinheiro, não é sobre quem está ganhando e quem está perdendo. Queremos que os bancos sejam uma fatia menor de um bolo que será muito maior”, afirmou o presidente do BC.

Roberto Campos Neto, ainda afirmou que o Real Digital não está sendo projetado para ser como outras CBDCs. O presidente do BC explicou que as moedas virtuais desenvolvida por outros países tem como finalidade possibilitar pagamentos instantâneos, mas o Brasil já consegue realizar esse tipo de transação imediata por meio do Pix.

“Pensamos que o sistema tem que ser programado, assim como o Pix. Mas nossa moeda digital vai ser um depósito tokenizado, com muitas possibilidades para o futuro”, destacou.

Fonte: CNN Brasil Business

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Autor:

Amanda Almeida