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Comerciantes são os que mais pedem socorro aos bancos

O arrastão financeiro vivido pelas empresas em meio à pandemia do novo coronavírus provocou uma corrida de empresários às instituições financeiras em busca de crédito.

E quem mais demandou dinheiro dos bancos foram os comerciantes. Em dezembro de 2020, o saldo das operações de crédito do comércio somou R$ 380,58 bilhões.

Este valor representou um aumento de 30,7% em relação a dezembro de 2019. Os dados são do Banco Central (BC) e foram levantados por Fábio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

No mesmo período, o saldo das operações de crédito no setor de serviços subiu 26,5%, no agroindustrial, 23,6% e, no industrial, 18,1%. No geral, a alta foi de 21,8%.

Dados de março deste ano também revelam a necessidade de empréstimos do setor comercial. O saldo das operações de crédito do comércio era 29,6% maior do que o de março de 2020.

No caso da indústria, 12,6% maior, dos serviços, 23% maior, e do setor agropecuário, 28,3% maior, no período.

“Como já era de se imaginar, as empresas estão demandando mais recursos para viabilizar as suas operações, e não para investir”, afirma Bentes. De acordo com ele, o dinheiro que as empresas de todos os setores pegaram para capital de giro mais do que dobrou no período de um ano.

O aumento da procura por dinheiro para pagamento em até um ano foi de 119% quando comparado os valores de dezembro de 2019 e de 2020. No caso das operações acima de um ano, isto é, dinheiro mais utilizado para pagamento em prazos mais longos, a alta foi de 41%.

“Esses números revelam que as empresas, de uma forma geral, estão precisando mais de dinheiro para manter as suas operações no dia a dia”, diz Bentes.

No caso das micro e pequenas empresas, a situação financeira é ainda mais complicada, de acordo com relatos de empresários feitos ao Sebrae SP.

Levantamento do Sebrae revela que, em abril deste ano, 49% dos pequenos negócios correram atrás de crédito em instituições financeiras no país. Em abril de 2020, 30%.

No ano passado, de cada cem empresas que foram aos bancos, somente 11 conseguiram pegar dinheiro. Neste ano, este número aumentou para 39. No caso dos pequenos empresários, com faturamento até R$ 4,8 milhões por ano, muitos não conseguem os recursos por pura falta de planejamento.

“Também não conseguem empréstimos porque não atingem as pontuações dos bancos, estão negativados ou não possuem documentação”, diz Lúcia Amélia Gomes, consultora do Sebrae SP.

No último ano, diz ela, os recursos que entram no caixa das empresas são basicamente para resolver dívidas em atraso e manter o negócio funcionando. “Não dá para afirmar que todos os pequenos empresários estão endividados, mas dá para dizer que a pandemia impactou de alguma forma todos eles”, diz Amélia Gomes.

Despesas em alta

Rafael Borges de Souza, proprietário da rede Fascar, especializada em sapatos masculinos, conseguiu crédito de R$ 3 milhões em 2020 para enfrentar a pandemia.

“As despesas não param de subir, e o movimento caiu uns 40%. Peguei o dinheiro para tocar o negócio, não seria louco de pegar para investir”, diz.

De acordo com o empresário, ele só conseguiu os recursos porque deu um imóvel como garantia e era correntista do banco há décadas.

Com 20 lojas, a rede viu o faturamento anual cair pela metade com a pandemia, de R$ 50 milhões para R$ 25 milhões.

Sem sucesso nas negociações com administradoras de shoppings, o empresário deve fechar umas quatro lojas nos próximos meses.

William Sukarie, proprietário da Cia Ypslon, rede de roupas masculinas, conta que há um ano colocou um imóvel como garantia para renegociar dívidas com um banco. “Agora tenho de pagar prestação todo o mês para não perder o imóvel”, diz.

De acordo com ele, a empresa não deve mais recorrer a bancos e está em processo de corte de custos e fechamento de lojas para dar continuidade ao negócio. “A hora que eu quitar as dívidas eu mudo de ramo. Caíram muito as vendas, que não devem retomar. Metade da nossa clientela, que vinha de fora, não viaja mais.”

Mão abanando

Tito Bessa, presidente da Ablos, associação de lojistas de shoppings, diz que a maioria dos lojistas que recorre hoje aos bancos sai das agências com as mãos abanando.

“O fato é que os bancos só emprestam dinheiro para quem não precisa. Veja quanto o grupo Soma conseguiu de dinheiro para comprar a Hering”, diz ele.

O negócio, concluído no final do mês passado, foi avaliado em R$ 5,1 bilhões. “Se um banco liberasse R$ 2 bilhões para um grupo de pequenos comerciantes, imagina quantos negócios poderiam ser salvos nesta pandemia”, afirma Bessa.

Um dado do BC revela, de acordo com o economista da CNC, a dificuldade das empresas de honrar seus compromissos de curto prazo.

É o atraso no pagamento de empréstimos para capital de giro rotativo, que podem ser pagos em até 180 dias.

Em março do ano passado, o atraso no caso dessa modalidade equivalia a 2,2% da carteira de crédito. Em março deste ano correspondia a 4,1%. “A situação é preocupante. Os empresários deverão carregar dívidas por um bom tempo, comprometendo a capacidade de investimento das empresas no longo prazo”, diz Bentes.

Juros mais altos

A consultora do Sebrae lembra que os empresários devem ficar atentos sempre às taxas de juros na hora de buscar crédito em instituições financeiras.

O Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), quando surgiu, concedia taxas de juros baseada na Selic mais 1,25% ao ano.

“Só que a Selic subiu para 3,5% ao ano. Se o dinheiro do Pronampe saísse agora, já custaria 4,75% ao ano”, diz ela.

Na hora do aperto financeiro, diz Amélia Gomes, crédito nunca deve ser a primeira opção do empresário. “Antes de recorrer ao financiamento, o empresário precisa cortar custos, entender as necessidades dos clientes, quebrar paradigmas, se reinventar, pensar no delivery.”

Assim como o consumidor, que precisa ter a certeza de que a prestação da compra financiada de uma geladeira cabe no orçamento, o empresário precisa fazer conta.

Na hora de entrar em um financiamento, diz ela, tem de ter a certeza de que vai poder pagar uma prestação todo o mês. “Crédito é igual a remédio, dependendo da dose te cura ou te mata.”

Fonte: Diário do Comércio

MPEs recorrem mais ao crédito para sobreviver

Segmento mais vulnerável às restrições de funcionamento em combate ao novo coronavírus, que vêm sendo adotadas desde o ano passado, as micro e pequenas empresas têm visto no crédito um importante aliado no momento de grandes impactos nos negócios, seja em função da redução drástica nas vendas ou da necessidade de se reinventar diante de tantas mudanças trazidas pelo chamado “novo normal”.

 

Pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostra, por exemplo, que desde o começo da crise provocada pela pandemia, 68% das empresas com dívidas em dia buscaram empréstimos e 60% das com dívidas em atraso também. E que, em 2021, a medida governamental mais importante para compensar os efeitos da crise no negócio seria a extensão das linhas de crédito, tendo sido citada por empresários com ou sem dívidas, em atraso ou não – mesmo que o levantamento também indique que o percentual de empresas buscando empréstimo desde o ano passado tenha registrado uma leve retração.

 

Houve aumento também no percentual de empresas que conseguiram empréstimos, chegando a 39% do total. Na última pesquisa “O Impacto da pandemia de coronavírus nos Pequenos Negócios”, realizada no fim do ano passado, a proporção era de 34%. Os recursos são majoritariamente utilizados principalmente para capital de giro.

 

Segundo a entidade, apenas no segundo trimestre do ano passado, até então a fase mais difícil da pandemia do coronavírus no País, o volume de crédito concedido pelos bancos aumentou em 35% comparado ao mesmo período de 2019, passando de R$ 65 bilhões para R$ 87 bilhões.

 

Dados do Banco Central (BC) comprovam o movimento ascendente. De acordo com a autarquia, o saldo das operações de crédito para micro, pequenas e médias empresas foi de R$ 7,7 trilhões de março de 2020 a fevereiro de 2021. No período anterior (março/19 a fevereiro/20) o montante havia sido de R$ 6,3 trilhões.

 

Ainda segundo o Sebrae, entre os empréstimos ou financiamentos tomados pelos pequenos negócios no decorrer do ano passado, 55% foram feitos por meio do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), lançado pelo governo federal para atender aos fortes impactos da crise.

O programa, no entanto, segue suspenso em 2021 e as expectativas são de que o Congresso aprove o projeto para sua retomada  de forma permanente. A proposta já passou pelo Senado e ainda precisa ser validada na Câmara, mas esbarra nas questões orçamentárias do governo.

 

Bancos liberam crédito para micro e pequenas empresas

 

O levantamento do Sebrae “O Impacto da pandemia de coronavírus nos Pequenos Negócios” indica também que Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil lideram o ranking dos bancos mais procurados pelos pequenos negócios, seguidos pelo Itaú. Já a lista com as instituições que proporcionalmente concederam mais crédito é formada por Caixa, Banpará e Banco do Nordeste. Para se ter uma ideia, apenas em relação à Caixa, 39% dos pequenos negócios procuraram a instituição, e a taxa de sucesso na obtenção do crédito foi de 35%. Procurada, a Caixa não comentou o assunto.

 

No caso do Banco do Brasil, 25% dos tomadores de crédito procuraram o banco e a taxa de sucesso foi de 23%. A instituição financeira informou que, por questões de sigilo quanto à divulgação de resultados ao mercado, não é possível detalhar as operações de crédito dos primeiros meses de 2021. No entanto, destacou que no decorrer do ano passado, reforçou seu papel de parceiro das micro e pequenas empresas, acompanhando de perto os negócios diante do cenário desafiador, garantindo a manutenção do crédito ou atuando com prorrogações de parcelas e linhas emergenciais.

 

Ainda sobre 2020, reforçou que teve forte atuação quanto às linhas emergenciais. “Merecem destaque o Pronampe, com R$ 7 bilhões e 112 mil empresas, e o PEAC Maquininhas, do BNDES, com R$ 2,2 bilhões e 76 mil empresas. Cabe ressaltar também que o BB foi a instituição líder nacional em liberações de crédito no âmbito do PEAC Maquininhas, de acordo com ranking do BNDES”. (MB)

 

Fintechs triplicam crédito em 2020 e projetam dobrar carteira em 2021

 

De maneira geral, as concessões de crédito no País cresceram 5,9% no ano passado em relação ao exercício anterior, segundo o Banco Central, mas entre os bancos digitais e fintechs de crédito, os empréstimos triplicaram, segundo estimativas de associações representantes do setor. A indicação é de que o segmento fechou 2020 com um volume de crédito concedido da ordem de R$ 10 bilhões, ante R$ 3 bilhões em 2019. E o cenário para 2021 é que essas operações possam chegar a R$ 20 bilhões.

 

Segundo a VP da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), Ingrid Barth, a pandemia não apenas aumentou a demanda por crédito, como também acelerou a adoção de tecnologia no consumo de serviços financeiros. Conforme ela, também foi observado aumento no número de renegociações de linhas de crédito já liberadas pelas fintechs, flexibilizando assim o pagamento por parte dos consumidores – situação a qual as empresas precisaram se adequar.

 

“Além de alongar o prazo para as linhas já tomadas, também houve uma grande mobilização para que as fintechs pudessem ser utilizadas como instrumento de repasse de linhas de auxílio subsidiadas pelo governo, bem como no repasse do auxílio governamental, uma vez que essas empresas, por serem nativas digitais, poderiam ser usadas como canais via aplicativos celulares”, explicou.

 

Desta maneira, também foi verificado aumento tanto no número de fintechs no País, quanto nos investimentos diretos nesses projetos via venture capital. Estima-se que hoje existam em torno de 1.000 fintechs atendendo os mais diversos setores e produtos, e que metade delas seja focada em pequenas e médias empresas.

 

Fonte: Diário do Comércio

Juro Zero Empreendedor: MEI consegue juro zero em crédito

O MEI paulista conseguiu após a recessão um financiamento de empresas a juro zero ou apenas 0,35% ao mês

O MEI privilegiado pode seguir dois caminhos – o Banco do Povo Paulista, que oferece taxa de 0,35% ao mês. A outra opção é o programa SuperMEI, do Sebrae, que dá acesso aos recursos após os empreendedores passaram por cursos de capacitação.

Estas linha são voltadas para o MEI que vai investir em equipamentos e materiais e para capital de giro.

O gerente regional do Sebrae, Marco Aurélio Rosa, em entrevista ao site A TRIBUNA, que o SuperMEI tem parceria com o Desenvolve SP, que é a agência de fomento do Estado de São Paulo. Os selecionados passam por cursos de até duas semanas no Senai, Senac e Centro Paula Souza.

Em Santos, o site do programa oferece 12 capacitações. Entre elas, panificação, depilação e cozinha vegetariana, o site é o www.supermei.sebraesp.com.br.

Crédito liberado

A grande vantagem do SuperMEI é o juro zero, concedido pelo Estado para estimular o empreendedorismo. O empréstimo é pago em até 3 anos, com três meses de carências.

Apesar dos benefícios, o gerente regional do Sebrae observa que alguns MEIs abrem mão dos recursos e alegam que já possuem banco.

Desconhecimento em matemática financeira

A causa de não haver muitos candidatos a esse crédito é a falta de conhecimento da matemática financeira. Na maioria das vezes quem pega o empréstimo não observa os juros e sim o tamanho das parcelas.

Nome sujo

Os bancos estão mais receosos para oferecer crédito ao microempreendedor individual (MEI) e microempreendedores. Para ter acesso ao juro zero, o candidato não pode ter nome sujo. Ele irá passar por pesquisas no Serasa, SPC e Cadin (inadimplentes com o governo).

A recomendação nestes casos é diminuir as contas pessoais ou do negócio anterior, de modo que se avance aos poucos.

O que é um MEI?

Para se tornar MEI, o faturamento anual se limita a R$81 mil e não pode ser sócio, administrador ou titular de outra empresa. O negócio pode ter no máximo um empregado com salário mínimo ou piso da categoria. Em 2018, a mensalidade varia de R$48,70 a R$53,70, já incluído o INSS, conheça as informações no Portal do Empreendedor.

Se quiser mais informações sobre o juro zero acesse o site:  www.desenvolvesp.com.br/empresas/programas-de-governo/juro-zero-empreendedor/

Fonte: A TRIBUNA