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Sistema único de registro de recebíveis já está disponível para lojistas

A nova regra do Banco Central (BC) sobre registro recebíveis de cartão de crédito começou a valer nesta segunda-feira, dia 7 de junho. Agora, lojistas podem lançá-los em um sistema único. De acordo com o BC, micro e pequenas empresas serão os maiores beneficiados pela medida, pois ela altera a dinâmica dos pedidos de empréstimo e tem o potencial de diminuir os spreads bancários.

Até então, as empresas precisavam escolher um único domicílio bancário para receber o valor referente às vendas feitas com cartões em seu comércio. Empréstimos e adiantamento de recebíveis acabavam sendo negociados com a mesma instituição, que recebia das redes credenciadoras (Rede, Cielo, etc) informações sobre seus recebíveis  A atualização do BC permite que o lojista compartilhe esses dados com múltiplos bancos, já que eles serão registrados em um sistema único visível a todos.

Acesso de micro e pequenas empresas a crédito deve ser facilitado

Recebíveis são os valores que os comerciantes ainda vão receber. Eles podem ser provenientes de uma venda parcelada ou do intervalo entre o pagamento à vista no cartão e o recebimento do dinheiro em caixa. As empresas podem optar — e muitas vezes, de fato, opta — pelo adiantamento desses valores para ter dinheiro em caixa, pagando juros pelo empréstimo. 

Com a nova regra do Banco Central, a lista de recebíveis dos lojistas passará a ser registrada em um sistema ao qual diversas instituições bancárias terão acesso. Na prática, isso significa que comerciantes terão acesso a uma gama maior de ofertas de antecipação de valores. 

Em entrevista à CNN Brasil, Marcelo Godke, especialista em direito empresarial e professor do Insper, explicou que isso é positivo particularmente para os pequenos e micro empresários, que sofrem com a escassez de crédito.

Atualização na regra pode trazer juros menores para lojistas

A medida deve, ainda, reduzir as taxas de juros cobradas das empresas — é esse o objetivo do BC. Em nota, a entidade disse esperar “que, com o início do registro e da nova forma de negociação, a concorrência na negociação de recebíveis de cartão aumente, propiciando a redução do spread e o aumento do volume das operações, principalmente no segmento de micro e pequenas empresas, mais dependente de garantias para a obtenção de crédito”.

As registradoras de recebíveis, sistemas autorizados e supervisionados pelo BC, continuarão a fazer parte desse ecossistema Elas serão as responsáveis pelo intermédio entre o comerciante que deseja adiantar os valores pagos com cartão de crédito por seus clientes e as possíveis instituições financiadoras.

Redação MarketUP | Fonte: CNN Brasil

Mais de um terço dos brasileiros não usou o Pix, diz Febraban

Mais de um terço (38%) dos brasileiros não usou o Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, cinco meses depois de seu lançamento, afirmou a Febraban (Federação Brasileira de Bancos). Os dados constam no Radar Febraban, pesquisa feita pela federação em parceria com o Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas), divulgada na terça-feira (30).

Dentre os bancarizados, 35% não usaram o Pix – número que sobe para 57% entre os desbancarizados. Questionada sobre o uso do sistema por desbancarizados, a Febraban afirmou que o meio pode ter sido utilizado via carteiras digitais ou contas de terceiros, por exemplo.

Ainda de acordo com a pesquisa, do total de brasileiros que afirmaram usar o Pix (60%), 74% já enviaram ou receberam uma transferência pelo sistema e 69% já fizeram ou receberam pagamentos pelo sistema.

Uma pequena parcela (1%) afirmou que usa o Pix como aplicativo de relacionamento -número que, se extrapolado para a população brasileira, pode representar cerca de 1,6 milhão de pessoas. O uso do sistema como ferramenta para a paquera aumenta para 4% quando considerados apenas os mais jovens, entre 18 e 24 anos.

O levantamento foi feito entre os dias 1º e 7 de março com 3.000 pessoas de todas as regiões do país e de maneira a representar a população brasileira adulta -contendo cotas de sexo, idade, localidade e controle de instrução e renda. As entrevistas foram feitas por telefone com pessoas bancarizadas e desbancarizadas.

Ainda segundo o levantamento, 6 em cada 10 entrevistados (62%) se sentem pouco ou nada seguros em relação à proteção dos seus dados pessoais na internet – apenas 29% se sentem seguros ou muito seguros.

Diante da desconfiança, 56% afirmam ter muito cuidado com sua exposição na internet e adotar medidas de proteção em relação aos seus dados. Outro ponto levantado pela pesquisa é foi a confiança dos brasileiros nas instituições financeiras: mais de um terço afirma que não confia em bancos (33%) nem em fintechs (37%).

O Radar Febraban aponta ainda que o brasileiro está pessimista com a retomada: 75% afirmam acreditar que a recuperação econômica do país fica para o ano que vem. Além disso, 54% também dizem acreditar que sua condição financeira familiar só vai melhorar em 2022.

“Grande parte das famílias tem ou teve que conviver por um longo período com perdas financeiras, esvaziamento das reservas, redução salarial, desemprego. Diante de tantas dificuldades enfrentadas, não é de se estranhar o pessimismo quanto à recuperação financeira das pessoas e do país”, disse o presidente do Ipespe, Antonio Lavareda.

No horizonte dos próximos seis meses, o brasileiro também tem expectativas negativas em relação à inflação, ao mercado de trabalho e ao crédito.

Segundo o levantamento, 80% dos consumidores preveem o aumento da inflação e do custo de vida, enquanto 76% acreditam que a taxa de juros vai aumentar e 70% acham que o desemprego deve crescer. Ainda segundo a pesquisa, 64% afirmam vislumbrar um menor poder de compra das pessoas e 35% apostam na diminuição do acesso ao crédito.

O resultado do Radar Febraban vem em linha com pesquisa Datafolha divulgada neste mês. Segundo o instituto, o percentual de brasileiros que esperam uma piora na sua situação econômica passou de 22% em dezembro para 38% em março deste ano, um dos piores resultados registrados nas pesquisas sobre o tema, que têm início em 1997.

Os percentuais acima desse patamar só foram registrados no início de 2006, de 40% no governo Lula, e em 2014, de 41% no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. No primeiro caso, vivia-se o fim de um período de crise econômica. No segundo, o início de outra.

A pesquisa também mostrou que a expectativa de melhora na própria situação econômica caiu de 31% em dezembro do ano passado para 14% em março deste ano, ponto mais baixo da série histórica. Para outros 47%, a sua situação financeira vai ficar como está. Eram 46% na pesquisa anterior.

Fonte: Folha de Pernambuco

Banco Central autoriza transferências bancárias pelo WhatsApp

Após nove meses em análise, o Banco Central autorizou, nesta terça-feira (30), que os usuários façam transferências bancárias por meio do WhatsApp, aplicativo que pertence ao Facebook.

 

A ferramenta já havia sido lançada em junho do ano passado, mas foi barrada pelo regulador em seguida.

“Esses arranjos e instituição de pagamentos têm relação com a implementação do programa de pagamentos vinculado ao serviço de mensageria instantânea do WhatsApp (Programa Facebook Pay).

 

As autorizações permitem que ele seja utilizado para realizar a transferência de recursos entre seus usuários”, disse o BC em nota. Para dar o aval, o BC incluiu o Facebook na categoria de iniciador de transações de pagamentos, uma espécie de instituição de pagamentos.

 

O serviço será oferecido em parceria com as bandeiras de cartão Visa e Mastercard. De acordo com o texto, foram autorizados dois arranjos de pagamento, instituídos pela Visa e pela Mastercard, além de uma instituição de pagamentos na modalidade Iniciador de Transações de Pagamentos pela Facebook.

 

A parceria anunciada em junho envolvia também a credenciadora Cielo, responsável pelo processamento financeiro das transferências e uma das maiores no ramo das maquininhas de pagamentos. Além disso, Banco do Brasil, Nubank e Sicredi faziam parte do sistema. As instituições não foram citadas na nota da autoridade monetária.

 

O Banco Central não autorizou, no entanto, que sejam feitas compras pelo aplicativo. “As autorizações de hoje não incluem os pleitos da Visa e da Mastercard para funcionamento dos arranjos de compra vinculados ao Programa Facebook Pay, que seguem em análise no BC”, afirmou.

 

“O BC acredita que as autorizações concedidas poderão abrir novas perspectivas de redução de custos para os usuários de serviços de pagamentos”, continuou o órgão.

 

Em nota, o WhatsApp afirmou que recebeu a aprovação do pedido de licença como iniciador de pagamentos com muita satisfação e que está empenhado para disponibilizar a funcionalidade no Brasil assim que possível.

 

Fonte: Folha de Pernambuco

Pix entra em vigor. E você sabe usar?

O novo sistema de pagamentos e transferências instantâneo, o Pix, entra em vigor hoje (16/11). Segundo o Banco Central, a tecnologia está disponível em 734 bancos e instituições financeiras. Até o momento são mais de 30 milhões de pessoas cadastradas e 71 milhões de chaves Pix registradas. E você, já sabe como usar? Neste artigo você confere como usar no seu negócio e para as transações financeiras.

O Pix pode ser utilizado por pessoas físicas ou empresas, além de gratuito, vai estar disponível todos os dias da semana, 24 horas para realizar as operações de pagamentos e transferências, bem como realizar compras tanto online como em lojas físicas. Como o seu propósito é que as transações sejam imediatas, isso deve acontecer em até 10 segundos. Diferente de DOCs e TEDs que são realizados com restrição de dia e horário.

 

COMO USAR O PIX?

De uma maneira geral, o Pix é utilizado em transferências ou pagamentos e só pode fazer esta operação se o destinatário também for usuário do sistema, independente da instituição financeira.

 

O novo sistema pode ser usado da seguinte forma:

  • Chave de endereçamento, que consiste em e-mail, CPF ou CNPJ, número de celular celular ou código aleatório (EVP);
  • Link gerado pelo celular;
  • Leitura de QR Code.

Quem vai realizar um pagamento, pode fazer inserindo a chave do recebedor, usando um link gerado pelo celular ou fazer a leitura de QR Code O pagador poderá fazer a operação inserindo a chave do recebedor, usando um link gerado pelo celular ou fazendo a leitura de QR Code. 

Se você tem um negócio, poderá gerar um QR Code, que o seu cliente vai conseguir pagar diretamente. Saiba como receber suas vendas presenciais com o Pix.

E aí, já começou a usar o Pix em sua empresa ou comércio?

Banco Central registra 1,5 mil operações no primeiro dia de fase restrita do PIX

Número de chaves cadastradas chega a 60 milhões. Maior transação foi de R$ 35 mil.

O primeiro dia de operação do PIX, novo sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, registrou 1.570 operações e ocorreu com poucas percalços técnicos, afirma o Banco Central.

Nesta terça-feira (3), o BC e instituições financeiras deram início à primeira fase de testes do PIX, somente com grupos selecionados. O serviço foi liberado para uma base de 1% a 5% dos clientes cadastrados, escolhidos pelos bancos.

Neste primeiro dia de operação, o BC afirma ter rastreado intercorrências de sintonia entre os sistemas do PIX e das instituições financeiras. A equipe técnica diz, contudo, que não registrou eventos que não haviam sido mapeados.

“Algumas instituições tiveram questões de conectividade nos primeiros momentos do dia, o que é normal e planejado. A quantidade limitada de clientes é para que todos possam terminar o processo de acionamento dos sistemas com a maior tranquilidade possível e impactando um número limitado de agentes”, afirmou o chefe-adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do BC, Carlos Eduardo Brandt.

“É exatamente isso que estava dentro de todos os roteiros e manuais de planejamento dessa entrada em operação. O sistema do BC foi operante durante todo o tempo e funcionou de forma perfeita durante todo o dia”, disse.

Ainda de acordo com o BC, a maior transação registrada foi de R$ 35 mil. O número de chaves nesta terça-feira também chegou a 60 milhões.

Fase restrita

A fase restrita vai até o dia 15 de novembro. Neste período, apenas alguns clientes bancários poderão realizar operações de pagamento, em horários determinados. Somente a partir do dia 16 o PIX irá funcionar integralmente, para todos os clientes cadastrados, 24h por dia, 7 dias da semana.

Os testes servem para:

  • Testar todos os casos de uso disponíveis do PIX para lançamento do sistema integral
  • Verificar o funcionamento do PIX no ambiente de produção dos bancos e do Banco Central

Segundo o BC, a maior parte das instituições liberou o serviço para a faixa mínima de clientes nesta terça-feira para ampliar a quantidade ao longo dos dias.

“A expectativa é de que, gradativamente, essa quantidade de operações vá subindo à medida que clientes vão tomando conhecimento das soluções, se familiarizando com aplicativos”, diz Brandt.

Nesta fase restrita de operações, o PIX vai funcionar somente em horários pré-definidos:

  • Das 9h às 22h nos dias 3, 4, 7, 8, 9, 10, 11, 14 e 15 de novembro
  • Das 9h às 24h nos dias 5 e 12
  • Das 0h às 22h nos dias 6 e 13
Fonte: G1

PIX começa a operar nesta terça em fase restrita

Até o dia 15 de novembro, apenas clientes selecionados pelos bancos terão acesso à todas as funcionalidades do PIX, mas em horários restritos. A partir do dia 16, sistema ficará disponível 24h por dia a todos os clientes bancários cadastrados

 

Banco Central dá início, nesta terça-feira (3), à primeira etapa das operações do PIX, o novo sistema de pagamentos eletrônicos no Brasil. Nesta primeira fase, que funcionará como teste da nova modalidade, somente clientes selecionados pelos bancos terão acesso à todas as funcionalidades.

Chamada de fase restrita, essa etapa se estende até o dia 15 de novembro. Neste período, apenas alguns clientes bancários poderão realizar operações de pagamento, em horários determinados. Somente a partir do dia 16 o PIX irá funcionar integralmente, para todos os clientes cadastrados, 24h por dia, 7 dias da semana.

São dois os principais objetivos desta fase restrita do PIX:

  • Verificar o funcionamento do PIX no ambiente de produção dos bancos e do Banco Central
  • Testar todos os casos de uso disponíveis do PIX para lançamento do sistema integral

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o BC orientou as instituições financeiras a selecionarem usuários aptos a operar no PIX de modo a refletir o perfil de seus clientes, tanto de pessoas físicas quanto jurídicas, em termos de faixa etária e localização geográfica.

“Vale frisar que no período de operação restrita todos os clientes já deverão estar aptos a receber um PIX mediante inserção manual ou chave PIX (desde que possuam chaves cadastradas), enquanto os clientes selecionados terão acesso à integralidade de funcionalidades do PIX”, destacou a Febraban.

Ou seja, na fase restrita do PIX, que vai até o dia 15 de novembro, somente clientes selecionados pelos bancos poderão fazer pagamentos, mas qualquer pessoa que já tenha cadastrado uma chave no novo sistema poderá receber as transferências.

Nesta fase restrita de operações, o PIX vai funcionar somente em horários pré-definidos:

  • Das 9h às 22h nos dias 3, 4, 7, 8, 9, 10, 11, 14 e 15 de novembro
  • Das 9h às 24h nos dias 5 e 12
  • Das 0h às 22h nos dias 6 e 13

Já no dia 16 de novembro, o PIX começará a funcionar às 9h. A partir de então, ele irá operar ininterruptamente, todos os dias do ano, 24 horas por dia.

O PIX é um novo meio de pagamentos e transferências desenvolvido pelo Banco Central para facilitar as transações financeiras. Não é um aplicativo nem banco, e funciona com as contas que o cliente já tem em alguma instituição financeira.

A expectativa do mercado é que o sistema seja o grande substituto de DOCs e TEDs, por ser gratuito e estar disponível a qualquer hora, sete dias por semana. A quantia cai instantaneamente.

Fonte: Portal G1

Pix: o que é e como funciona

Muito tem se falado sobre Pix. Mas, o que é exatamente? O Pix nada mais é do que um novo meio de pagamento – assim como os boletos, TED, DOC, transferências entre contas e cartões de débito e crédito -, que vai envolver transações digitais instantâneas em todo Brasil, ou seja, com rapidez e em qualquer horário. O que é e como funciona o Pix você vai conferir ao longo deste artigo.

Este modelo foi criado pelo Banco Central (BC) e a previsão é que comece a vigorar em 16 de novembro deste ano. No entanto, em outubro os bancos já iniciaram o período do seu cadastramento, para gerar a “chave Pix“, uma das opções que vai permitir a realização das operações. O prazo para o encerramento do cadastro será em 3 de novembro.

 

O QUE É O PIX?

De uma maneira geral, o Pix  como outras soluções tecnológicas – a exemplo dos sistemas de gestão, tem como objetivo simplificar e trazer mais agilidade para o dia a dia das pessoas. Neste caso, a praticidade é focada nas transferências instantâneas, que se tornam disponíveis 24 horas por dia, em todos os dias da semana. Para que isso aconteça, todas as transações vão passar por uma base de dados única, gerenciada pelo BC.

O meio de pagamento será oferecido por prestadores de serviço de pagamento, a exemplo de bancos, fintechs e demais instituições financeiras, em seus diversos canais, entre eles o celular. E tem o intuito também de transformar a maneira como os brasileiros pagam suas contas, realizam compras, transferem valores, se tornando cada vez mais digitais. 

É importante destacar, que o Pix é uma opção  mais rápida e prática; e que os outros meios de pagamentos como TED, DOC, boletos e cartões continuarão a existir.

COMO VAI FUNCIONAR O PIX?

Retomando o que falamos anteriormente, o Pix promete que as transações aconteçam em tempo real, ou seja, a partir do momento em que o pagamento é realizado, imediatamente chega para o seu destinatário.

As transações serão feitas por QR Code e pela “chave Pix”, ou seja, com o cadastramento de CPF, CNPJ, e-mail, número do celular ou ainda uma chave aleatória, opções que ficarão vinculadas a uma conta. Entretanto,  também há a possibilidade de fazer o preenchimento manual dos dados.

Apesar de concentrar as transações via celular, os computadores (desktop) poderão ser utilizados para esta funcionalidade, por meio do internet banking. Por isso, esse novo sistema poderá ser utilizado para pagar contas diversas, nas compras online e física, além de realizar transferências.

O Pix também deverá respeitar valores e limites iguais a outros meios de pagamento. Desta forma, o Banco Central quer garantir a concorrência entre os produtos oferecidos pelas instituições financeiras.

Já o comprovante da transação, sempre será recebido pelas duas partes: pagador e recebedor. Para o pagador, o comprovante deverá conter, pelo menos, o número da transação, o valor, a data/hora, a descrição da transação e as informações do destinatário (a pessoa ou empresa que receberá o Pix).

 

Chave Pix – informações adicionais

O cadastro da chave não é obrigatório. No entanto, é uma recomendação  do Banco Central para receber um Pix. De acordo com a instituição, é uma opção mais prática e ágil para iniciar uma transação. 

Cada pessoa física pode ter 5 chaves para cada conta da qual for titular. Já as pessoas jurídicas podem ter 20 chaves para cada conta do qual forem titular. E aqueles que têm mais de uma conta em banco ou em outra instituição financeira, podem incluir todas no Pix, mas cada uma delas deverá ter uma chave diferente. Entretanto, é possível vincular todas as chaves (isso inclui CPF, número de celular e e-mail) a uma mesma conta.

Atenção aos erros!

Pagamentos e transferência pelo Pix vão exigir mais atenção dos brasileiros, justamente por ser um meio instantâneo. Se houver um erro, a devolução só poderá ser feita com a devida autorização do recebedor.

 

O PIX É PARA TODO MUNDO?

Sim, todos podem usar o Pix: pessoa física, MEI, (microempreendedores individuais), jurídica, empresas, desde que tenha uma conta em banco ou carteira digital. E as transações também podem ser feitas entre elas, independente da categoria que se enquadrem. Por exemplo: este meio de pagamento pode ser usado para pagar uma conta de água, para fazer compras em uma loja virtual e para pagar um prestador de serviço.

É importante ressaltar que o Pix é gratuito para pagamentos ou transferências. No entanto, terá um diferencial em relação ao DOC e à TEC: quem paga o custo da operação será o recebedor.

 

PIX É SEGURO?

O PIX, ou melhor, sua estrutura será centralizada em uma base de dados mantida pelo Banco Central. E todas as transações serão protegidas por sigilo bancário, bem como serão criptografadas, trafegando na Rede do Sistema Financeiro Nacional. Além disso, as chaves de cada consumidor, assim como outras informações pessoais, estarão criptografadas e armazenadas no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT).

De acordo com o BC, apesar de as chaves serem compostas por dados facilmente conhecidos, como número de celular ou e-mail, a segurança do sistema não fica comprometida porque quem vai pagar precisa utilizar métodos de autenticação que já usa hoje na sua conta, como senha numérica ou identificação biométrica e facial.

Já em relação a roubo ou furto de celular, a instituição afirma que o aparelho não está vinculado ao uso do Pix. O que é considerado fundamental para a segurança é a senha para acesso ao aplicativo do banco.

 

Conheça mais sobre o PIX e como ele pode mudar a rotina dos consumidores

Saiba sobre as vantagens que a nova tecnologia de pagamentos instantâneos do Banco Central deve trazer ao usuário e os desafios que ela terá de enfrentar no país

 

A partir de 16 de novembro, os consumidores poderão realizar pagamentos e transferências bancárias com o PIX, tecnologia de pagamentos instantâneos desenvolvida pelo Banco Central.

Com o sistema, pessoas físicas poderão realizar movimentações financeiras e pagamentos em até dez segundos todos os dias da semana, 24 horas por dia, gratuitamente. Além disso, será possível utilizar o smartphone para pagar por aproximação e por QR Code (código de barras bidimensional).

Para utilizar a tecnologia, os consumidores devem cadastrar chaves PIX, apelidos que identificam a origem da transferência, a partir de 5 de outubro com uma das 932 instituições financeiras que estão em processo de adesão à tecnologia — entre bancos tradicionais e fintechs.

Carlos Eduardo Brandt, chefe adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, e Bruno Diniz, professor de fintechs e novas soluções financeiras da USP, explicam no link do podcast Educação Financeira (episódio #108), as vantagens do novo sistema e os desafios que ele terá de enfrentar para chegar a todas as camadas sociais do país e reduzir o número de desbancarizados.

FONTE: G1