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Chegou a vez das carteiras digitais para guardar dinheiro

Carteiras digitais oferecem praticidade e segurança para os consumidores e para os estabelecimentos comerciais

O celular pode até não ter créditos para fazer ligações, mas possibilita pagar a conta do restaurante. Você saiu para praticar atividade física sem carteira? Não tem problema, pois com o smartphone em mãos conseguirá facilmente comprar seu isotônico ou água de coco, com uma das ‘carteiras digitais’.

Isso acontece porque, cada vez mais, os aparelhos ampliam suas funcionalidades. Atualmente, já é possível utilizar o celular como cartão de crédito por conta de meios de pagamentos como o Apple Pay, Samsung Pay e Google Pay, bem como carteiras virtuais específicas dos próprios bancos.

O recurso é fácil de usar: o cliente cadastra o cartão de crédito em seu aplicativo no celular e realiza o pagamento com poucos toques, apenas aproximando o celular da maquininha de cartão do estabelecimento em que estiver, sem precisar de mais nada.

Facilidade maior para os estabelecimentos comerciais

Para o estabelecimento, nada muda – na verdade, até facilita, pois, o atendimento tende a ser mais rápido e eficaz, principalmente em dias e horários mais movimentados.

“O consumidor não quer perder tempo nas compras, está mais conectado e quer velocidade na hora de uma transação financeira. A tecnologia por aproximação tem sido usada como uma alternativa ao pagamento móvel, sendo complementar aos cartões de crédito e débito. A vantagem está na rapidez e na conveniência”, destaca o vice-presidente de negócios e marketing da Getnet, Silvio Santana.

Apesar do uso dos smartphones e seus inúmeros recursos acompanharem a ascensão de uma sociedade cada vez mais conectada, ainda há baixa aderência dos consumidores e dos próprios estabelecimentos comerciais no uso desses meios de pagamento, principalmente por questões culturais. A reportagem do Jornal de Negócios conversou com diversos estabelecimentos e clientes que comprovam esse cenário. Eles afirmam, em sua maioria, não desconhecer a tecnologia em si, mas a forma correta de utilizá-la. Por julgarem ser difícil, trabalham normalmente com o cartão de plástico tradicional.

Claudemir Ribeiro, gerente do Olaria Bar, na capital paulista, é um dos adeptos da nova tecnologia. Ele admite que o movimento por pagamentos via celular ainda é baixo, mas costuma utilizar o método e se mostra antenado à tendência.

“Neste ano, esse tipo de pagamento aumentou bastante. A cada dez clientes, um paga com o celular”, afirma. “A tendência é esse número aumentar, pois sabemos que é o futuro. Só não temos mais pagamentos desse tipo hoje por falta de conhecimento, pois todo mundo anda com o celular. Hoje mesmo um cliente foi no restaurante, mas tinha esquecido a carteira. Puxou o celular e pagou numa boa”, conta.

Evolução

A Rede, que também oferece máquinas de cartões em estabelecimentos comerciais, vai na mesma linha. Para a empresa, o cenário de pagamentos digitais está em constante evolução e encontra em 2018 um ambiente favorável para isso.

Segundo a companhia, o mercado entra em um momento com condições para a adoção de novas tecnologias em ritmo mais acelerado. Além disso, a elevada quantidade de smartphones no Brasil impulsiona o novo comportamento do consumidor quanto ao uso desses meios de pagamento. De acordo com a 29ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), há 220 milhões de smartphones ativos no Brasil hoje, número superior ao de habitantes (210 milhões).

Prático e seguro

Na opinião do gerente da Unidade Inteligência de Mercado do Sebrae-SP, Eduardo Pugnali, esses meios de pagamento fazem dos celulares uma espécie de “carteira digital”, oferecendo mais praticidade no dia a dia. “São práticos quando pensamos em conveniência.

É comum a pessoa andar com o cartão vencido ou esquecer a carteira, mas não o celular. Além disso, a maioria dos documentos foi digitalizada de forma oficial pelo governo, como CNH, título de eleitor e carteira de trabalho. Hoje o celular já pode substituir grande parte dos documentos de papel”, aponta.

Pugnali lembra que esse tipo de pagamento não é, de fato, uma novidade, mas a tendência agora é que se torne cada vez mais popular, principalmente pela segurança oferecida tanto para o consumidor quanto para o empresário. “Em cada transação é gerado um número de cartão virtual, ou seja, aquela transação fica atrelada a um número único. E a transação eletrônica é bloqueada por senha, PIN, reconhecimento de íris, facial ou digital”, diz.

Outro ponto importante destacado por Pugnali é que o número, data de vencimento e o código de segurança não ficam à mostra. Ou seja, há um nível de segurança desse cartão dentro do celular muito maior do que se estiver dentro da carteira.

Como utilizar

O comerciante deve verificar se a sua máquina aceita o pagamento por meio de celular. Cada máquina tem um local específico para o sensor de cartões (normalmente na parte superior). Faça o teste aproximando o smartphone para buscar a conexão. Operadoras como Getnet, Cielo, Rede e Ingenico têm máquinas compatíveis com a tecnologia NFC e/ou MTS.

A tecnologia NFC costuma aparecer na parte superior das máquinas, enquanto que a MTS costuma ficar do lado direito, na área de cartões tradicionais.

NFC (sigla para Comunicação por Campo de Proximidade): uma vez conectado ao smartphone, selecione o meio de pagamento e digite o valor. Se tudo ocorrer corretamente, a máquina irá pedir a opção débito ou crédito e depois a senha PIN do cartão.

MTS (sigla para Transmissão Magnética Segura): caso você não encontre o símbolo “NFC” na máquina, opte pelo pagamento via MTS, tecnologia que simula o cartão magnético na parte lateral do aparelho. Faça a transação normalmente na máquina e, na hora de solicitar o cartão, encoste o celular na área de leitura de cartões tradicionais. Do mesmo modo, a máquina vai solicitar o PIN do cartão.

Quer ver como tudo funciona na prática? Assista o passo a passo do Sebrae acessando o vídeo: http://bit.ly/pagviacel-sebraesp

Pagamentos via redes sociais? 

Falta pouco para essa novidade chegar ao Brasil. Nos Estados Unidos, por exemplo, isso já aconteceno Facebook Messenger. Os pagamentos são feitos diretamente no cartão de crédito do usuário, sem tarifação e com dados bancários protegidos.

O WhatsApp também vai entrar nessa, já que uma ferramenta chamada “WhatsApp Pagamentos” foi identificada em 2017 em uma versão beta para Android. Com essa atualização,os usuários poderiam enviar e receber dinheiro a partirde conversas dentro da rede social.

Na China, o WeChat é o aplicativo do momento. Enquanto no Brasil ele só é lembrado quando o WhatsApp sai do ar como uma alternativa para conversas instantâneas, no país asiático é possível fazer praticamente tudo por ele, desde pedir um táxi, pagar contas,pedir refeições, consultas médicas, paquera e até mesmo, em algumas cidades, armazenar dados de documentos para que possa ser utilizado como identificação oficial.

Além de oferecer tais funcionalidades, o WeChat chinês ainda estimula a fidelidade dos usuários com vantagens pelo uso contínuo da plataforma, com descontos progressivos e ações de marketing de parceiros. Não é à toa que o aplicativo já acumula cerca de 1 bilhão de usuários.

Fonte: Agência Sebrae Notícias