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Curva ABC: o que é, sua importância na empresa, e como fazer

O cotidiano do empreendedor tem diversas tarefas, do menor nível de dificuldade ao mais complexo. E a qualidade com que o dono do negócio cumpre suas atividades, claro, se torna essencial para a empresa prosperar.

Entre as obrigações de praxe que os gestores devem executar no empreendimento, o controle de estoque é uma das principais. Importante para administração dos itens, a boa gestão desse segmento pode ser decisiva na hora da venda ou na prospecção dela.

Para gerenciar melhor o estoque, existem técnicas muito bem-vindas nos negócios, entre elas, a curva ABC. O método, amplamente utilizado, é um recurso de categorização que define quais produtos e clientes são mais importantes para a empresa. Por isso, com a ferramenta que é baseada no Princípio de Pareto, o empreendedor agrupa itens e compreende melhor seu estoque.

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COMO A CURVA ABC FUNCIONA

A curva ABC, ao hierarquizar produtos, por exemplo, é capaz de mostrar quais deles dão maior retorno para o negócio. Por isso, ela é dividida em três diferentes categorias de relevância: A, B e C, respectivamente. Ou seja, os itens presentes na classe A são bem mais significativos no faturamento que os produtos do agrupamento C.
O método também é usado na hierarquização da clientela, e a divide em grupos de maior ou menor impacto. Com isso, o dono do próprio negócio sabe quais pessoas gastam mais comprando seus produtos. Além, claro, de desenvolver a relação com esses compradores e montar estratégias para captação e fidelização de novos. A curva ABC, portanto, é sinônimo de organização e planejamento.

CATEGORIZAÇÃO DE PRODUTOS

Para o empreendedor aplicar corretamente o método, é necessário que ele entenda a relação percentual entre produtos e receita.

Mas como isso funciona?

Nos itens da curva A (de maior relevância para a empresa), a razão é 80/20. Em outras palavras, para saber quais mercadorias são mais importantes, seleciona-se 20% do total de produtos que correspondem a 80% do valor de vendas. Ou seja, apenas 1/5 dos itens totais no estoque é responsável por entregar ao caixa a maioria esmagadora da receita arrecadada. Por isso as mercadorias do grupo A são tão essenciais para o negócio. Para exemplificar ainda melhor e dirimir dúvidas, analise o exemplo a seguir: uma loja tem 1.000 produtos em seu estoque e uma arrecadação mensal de R$ 20.000,00. Neste caso, considere que 20% dos itens (200 mercadorias) dão um retorno de 80% no total financeiro do mês. Isso significa que 1/5 dos produtos no estoque dão ao empreendedor R$ 16.000,00 — um saldo extremamente relevante para o negócio.

No grupo B estão os itens de importância intermediária. A relação neste agrupamento é 15/30 — 30% das mercadorias estocadas correspondem a 15% do total de dinheiro arrecadado. Seguindo o exemplo da loja anterior, imagine que 30% dos 1.000 produtos, ou 300 mercadorias, dão retorno monetário de R$ 3.000,00. Este valor representa 15% dos R$ 20.000,00 totais no fim do mês.

Na categoria C da curva, por sua vez, são agrupadas as mercancias de menor relevância para a empresa. A razão nesta classe é 5/50 — 50% dos itens em estoque são responsáveis por 5% da arrecadação. No mesmo exemplo da loja anterior, há a situação: metade dos produtos estocados representam R$ 1.000,00. Ou seja, a metade das mercancias trazem bem pouco retorno se compararmos com o total arrecadado de R$ 20.000,00 mensalmente.

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CATEGORIZAÇÃO DE CLIENTES

Assim como na situação dos produtos, organizados em ordem decrescente de importância, a curva ABC hierarquiza compradores na mesma lógica.

Na classe A são agrupados os clientes que representam maioria do faturamento. Eles compram itens em maior quantidade e também mais caros.

No grupo B são organizados os compradores que correspondem a uma arrecadação total de valor médio. Neste caso, estão bem menos engajados do que os clientes da classe A.

E, no grupo C, é definida a clientela que opta por produtos mais baratos. Costumam ser pessoas que não compram com muita frequência na empresa.

Por meio dessa seleção de dados, é crucial que o gestor do negócio enxergue informações sobre seu público e os valores investidos. Com isso, por consequência, será possível montar estratégias importantes de venda e direcionar campanhas específicas para cada grupo. E, no caso dos produtos, o método técnico evita que haja, por exemplo, desperdício de dinheiro. Afinal, por que investir muito capital em itens que dão tão pouco retorno ao caixa da empresa?

COMO APLICAR A CURVA ABC

Abordada a definição e importância da técnica de agrupamento para estoque, é importante que o empreendedor entenda os passos para aplicá-la.

Seleção de itens

De início, o gestor do negócio deve criar uma planilha e categorizar alguns tópicos. Entre alguns dos principais: código de produto, descrição da mercadoria, quantidade vendida e valor unitário. A partir disso, recomenda-se preencher essas lacunas em Excel, por exemplo, e definir um período padrão para análise dos dados. Entretanto, é importante que o empreendedor fique atento aos períodos de sazonalidade. Como exemplo, haverá semanas em meados de abril que uma loja de chocolates venderá mais produtos.

Depois que isso for organizado, o gestor poderá calcular o valor total adquirido. Ele é alcançado por meio da multiplicação do valor unitário de cada item pela quantidade de produtos comercializados. Após chegar ao número, é só somar os totais adquiridos de cada item e aparecerá o valor total de vendas do negócio no período previamente definido.

Organização de dados

Com os números anteriores calculados, a hora agora é de ordenar os valores em ordem decrescente com base nas vendas. Após hierarquizados os números, para descobrir quanto cada mercadoria representa da comercialização total, divide-se o total adquirido de cada produto pelo total geral de vendas.

Divisão por classes

Com a ordenação anterior e a descoberta da porcentagem que cada produto representa na arrecadação total, é a hora classificar. O critério são os grupos ABC da curva — divisões explicadas previamente neste texto. É válido ressaltar a importância dada à sazonalidade e a quem está gerenciando essas informações. Afinal, uma pessoa mais experiente à frente do negócio é capaz de entender mais facilmente as eventuais dificuldades que a empresa pode estar enfrentando e enxergar como isso afeta sua estocagem.

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AJUDA DE UM SISTEMA DE GESTÃO

Para o empreendedor que almeja otimizar tempo e ganhar assertividade nas tarefas cotidianas, recomenda-se um sistema de gestão. O auxílio de um software de gerenciamento permite integração de funções, controle mais específico de estoque e, claro, emissão de notas fiscais — essenciais aos micro e pequenos empreendedores. Porém, nem sempre há um acessível. Por estes motivos, a MarketUP se apresenta aos donos do próprio negócio como uma plataforma capaz de auxiliá-los efetivamente. Além de 100% gratuito, o software conta com serviço de suporte aos usuários e relatórios de desempenho. A MarketUP deve, portanto, ser considerada como parceira de quem deseja gerenciar bem seu estoque e prosperar no mercado brasileiro.

Por: Rudiney Freitas