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Está na hora de expandir sua empresa?

Para expandir o negócio, é importante considerar a situação do país e do segmento

 

Boa parte dos donos de micro e pequenas empresas, independentemente do segmento de atuação, já se questionaram sobre a possibilidade de ampliar o negócio. A realidade é que não existe uma ciência exata para responder essa pergunta. Por isso, a questão deve ser acompanhada de outra forma, um pouco mais precisa: “Quais seriam as possíveis estratégias para expandir a minha empresa?”.

 

Grande parte dos ânimos no meio empresarial são regidos pelo desempenho de alguns indicadores macroeconômicos, como o PIB, inflação e taxa de juros. Obviamente, esses indicadores são extremamente relevantes e todos os empreendedores devem acompanhá-los de perto. Porém, vale a pena estudar indicadores que não são amplamente divulgados e que podem fazer mais sentido na avaliação de um determinado segmento.

 

Em 2018, como todos sabem, o crescimento do PIB foi pequeno. Caso trabalhe com bens de consumo, por exemplo, é possível fazer uma avaliação além do PIB total. Seria importante também analisar com mais cautela os custos e consumo das famílias. Entretanto, quando falamos de um negócio específico, torna-se mais interessante avaliar indicadores do mercado no qual esse negócio está inserido. Muitas vezes, esses indicadores são mais relevantes e têm maior relação com sucesso (ou insucesso) de uma empresa.

 

EXEMPLOS PRÁTICOS

 

Alguns modelos, claro, ajudam a elucidar esses pontos anteriores. O e-commerce, ou comércio eletrônico, cresceu 20% no último ano, de acordo com a e-bit. O faturamento do mercado de brinquedos apresentou um crescimento médio composto de 11,2% nos últimos 5 anos, mostra a ABRINQ. A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (ABIAD) é outro bom exemplo. O segmento de sucos e refrigerantes light/diet mostrou crescimento total de 800% nos últimos 10 anos até 2010.

 

Estes casos mostram, respectivamente, um canal de distribuição (e-commerce), um mercado (de brinquedos) e um segmento de mercado (bebidas light/diet). Essas avaliações e outras, como a de nichos de mercado, devem ser consideradas na hora de pensar em expansão. Afinal, negar um investimento devido à fragilidade do PIB e altos juros não contribui para o sucesso de nenhuma empresa.

 

UM SISTEMA EM ALTA

 

Voltando à segunda pergunta do início deste texto — a escolha de uma estratégia de expansão —, novamente vale uma avaliação das possíveis oportunidades e um exercício de imaginação. Uma das opções que tem se mostrado atraente é o sistema de franquias. Nele, aquele que expande sua marca não precisa gerenciar todas suas unidades e nem investir com capital próprio na abertura. A missão é transmitir o conhecimento de seu negócio e oferecer a sua marca para futuros franqueados. O franqueado, que normalmente está à frente do negócio, tem total interesse que ele dê certo. Isso porque ele investirá dinheiro, esforço, e costuma conhecer melhor a região na qual está abrindo o negócio.

 

Claro que isso não é certeza de sucesso ou de isenção de risco. Porém, expandir empresas via franquias é uma tendência em alta e com boas perspectivas de retorno. Nos últimos três anos, o faturamento do “franchising” cresceu, respectivamente,  20,4%, 16,9% e 16,2%. Estes dados foram publicados pela Associação Brasileira de Franquias (ABF).

 

O “franchising” engloba os mais tradicionais ramos do varejo e serviços, como vestuário, alimentação ou serviços de informática. Inclusive, recentemente foram criados modelos de franquia impensados até pouco tempo, caso de ramificações virtuais e de publicidade online. As oportunidades existem e, muitas vezes, elas estão ao seu alcance. Portanto, é preciso agir, fazer boas escolhas e montar um bom planejamento na hora de expandir a empresa.

 

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2015 será um ano de ajustes no campo econômico

Fonte: Thinkstock

Depois de um ano de crescimento baixo – as últimas previsões do mercado estimam alta de 0,24% no PIB de 2014 – e elevação nos índices inflacionários (com risco de que a inflação supere o teto da meta, segundo notícia publicada no jornal Folha de S. Paulo), a expectativa é que para 2015, a economia passe por ajustes necessários para que haja queda na inflação e retorno do crescimento.

Esta é opinião de Marcelo Carvalho, economista-chefe para a América Latina do banco BNP Paribas, proferida em coletiva realizada na última segunda-feira (24 de novembro). Na entrevista, Carvalho divulgou as projeções do BNP para a conjuntura econômica de 2015.

Quanto à inflação, o economista informou que o mais importante é que lidemos com dados reais. “É preciso parar de maquiar a inflação através da administração de preços, para que possamos ter um quadro real da inflação. O segundo passo é a adoção de políticas fiscais e monetárias que aproximem a inflação da meta em um a dois anos”, disse Carvalho. Para 2015, a previsão do BNP é que a inflação continue alta e ultrapasse em até 0,5% o teto da meta – chegando a 7%.

Outro fator que pode tornar ainda mais complexo o ano de 2015 do ponto de vista da condução da economia, é a necessidade do ajuste das políticas fiscais. “(A política fiscal) vai ter que ser apertada, para que consigamos manter os investimentos no país e melhoremos o desempenho das contas”, afirmou Marcelo Carvalho.

O economista ainda teceu elogios para a nova equipe econômica anunciada pelo Governo Federal. “Joaquim Levy – futuro ministro da Fazenda – é um nome excelente. O primeiro desafio é saber se a nova equipe terá suporte político para fazer os ajustes necessários. O segundo desafio é o econômico – crescimento baixo, inflação alta – esse ajuste não é indolor. Esse ajuste é politicamente difícil e economicamente desafiador. Mais do que a equipe econômica, importam as políticas e a implementação delas”, analisou Carvalho.

A conclusão é de que as correções na política econômica serão inevitáveis e o efeito não será imediato – em 2015, por exemplo, o BNP Paribas ainda prevê um crescimento próximo de zero – todavia, estas correções serão necessárias para que a economia do país retome os trilhos de um crescimento seguro.

Por: João F. Barros