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Intraempreendedorismo: saiba implementar em sua empresa

Nos últimos anos o termo inovação está cada vez mais sendo discutido e implementado em algumas empresas. 

Porém, ainda há muitas organizações que são conservadoras e resistem a processos novos, tecnologias e etc.

Mas, o grande problema dessas empresas é que elas tornam-se mais vulneráveis a serem engolidas por startups e empresas que acreditam no intraempreendedorismo. 

Quando falamos em intraempreendedorismo estamos nos referindo ao perfil profissional que está sempre insatisfeito com os resultados.

Afinal de contas, uma boa equipe pode ser o sucesso de sua empresa, não é mesmo? 

Vamos falar mais sobre o que é esse termo a seguir.

O que é Intraempreendedorismo?

O Intraempreendedorismo é o ato de empreender dentro de uma empresa já existente.  Este termo consiste na prática a capacidade dos funcionários atuarem como  donos do negócio, ajudando sobretudo a movimentar a criação de ideias dentro das organizações, mesmo que indiretamente.

O Intraempreendedorismo é muito mais antigo do que você possa imaginar. Ele foi utilizado pela primeira vez na década de 80 pelo o empreendedor e escritor Gifford Pinchot III.

Foi ele que fomentou este processo. Porém, ao imaginar o que Gifford pensou naquela época, hoje o intraempreendedorismo está muito diferente.

Antes, as empresas não davam liberdade aos seus funcionários e nem estavam dispostas a aceitar novas ideias ou possíveis erros.

Este tipo de posicionamento está muito longe de empresas que na prática adotam processos inovadores. Em razão disso, muitas empresas dessa época fecharam as portas. 

Pode parecer clichê, mas deixar de inovar é um grande risco para qualquer negócio.

E o profissional intraempreendedor é um perfil cada vez mais comum dentro das empresas. Pois é ele o profissional capaz de analisar cenários, criar ideias, inovar e buscar novas oportunidades e alternativas para que a empresa esteja sempre com os melhores resultados.

Se você está se perguntando como implementar o intraempreendedorismo em sua organização, deve primeiramente a se atentar as pessoas que trabalham com você. 

Fique atento aos funcionários que se destacam pela vontade de inovar e que estão dispostos a encarar novos desafios.

Descubra quais características possui o intraempreendedor

Profissionais intraempreendedores possuem habilidades e competências claras:

  • Não possui medo de assumir riscos;
  • Foco em execução de suas tarefas;
  • Acredita no autoconhecimento e está sempre em busca de qualificação para seus pontos a melhorar;
  • Inquietação contínua com os resultados;
  • Paixão pelo o que faz;
  • Sempre em busca de tendências de mercado;
  • Multidisciplinaridade;
  • Dedicação;
  • Pró-atividade.

5 DICAS PARA ADOTAR O INTRAEMPREENDEDORISMO HOJE MESMO 

Como está o cenário de sua empresa

Antes de começar o processo de inovação em sua companhia, você sabe dizer como está o ambiente em sua empresa? Os funcionários estão engajados? Satisfeitos?. Aplique uma pesquisa de clima para ter essas respostas. Pergunte aos seus colaboradores, como eles se sentem em relação a autonomia, processos e quais são os pontos a melhorar. Mas, lembre-se, só faça essa pesquisa de clima, se a sua empresa esteja realmente disposta a mudar.

Colaboração com o time

Crie um canal aberto de ideias com toda a sua equipe. Utilize uma ferramentas ou plataformas que fique visível as ideias e projetos. Não só isso, mas os motive e mostre a razão de estarem ali. 

Como você se porta diante da equipe?

Faça avaliações constantes sobre o seu papel. Você é um chefe ou um líder? Você sabe como ser um bom líder? Você distribui broncas ou mapeia planos de desenvolvimento individuais? Você é inspirador? Você é admirado pelo seu time? Você realmente faz parte do time? 

Crie planos 

Estipule, junto ao time, metas de crescimento relevantes.  Não seja levado apenas pela maré. Reinvente projetos, ideias e leve a empresa sempre a processos de constante inovação.

 Não seja um líder centralizador

Seja um mentor para sua equipe. Não apenas delegue as funções, mas esteja no processo junto de seus colaboradores. Afinal, se você não olhar para o seu time, eles poderão procurar caminhos na concorrência.

 

POR: Tainá Almeida

Seis Dicas Para Ser Um Bom Gestor

Saiba como gerenciar uma equipe de sucesso

O universo corporativo exige um desempenho acima da média, para que uma empresa consiga se manter no mercado, e se adaptar às mudanças diárias. A atividade de gestão passa a ser fundamental para o sucesso de uma equipe.

A MarketUp reuniu seis dicas valiosas, citando as características de um bom gestor para que você possa se destacar no mercado!

1 – Seja proativo e motivado

Um bom gestor não se deixa abalar pelas oscilações do mercado, que hoje em dia são muito normais. Movimentar os processos da equipe somente quando recebe uma solicitação superior é algo que não deve ser praticado, em hipótese alguma. Líderes buscam informações que motivam e enxergam oportunidades para que todos confiem nos processos e possam estar motivados para colaborar mais.

2 – Dê feedbacks sempre, mesmo que sejam críticas construtivas

Toda equipe deseja ter um líder que a motive, que saiba a hora de empurrar o time e ajudá-lo no que for necessário. Porém, é essencial que o gestor saiba apontar quais aspectos  a equipe pode melhorar e em que ele pode ajudar.  Dê feedbacks. Esse tipo de troca constante, torna-se também uma boa ferramenta de gestão.

É importante manter um espaço sempre aberto para ouvir a equipe e o que ela gostaria de apontar em sua gestão. Os feedbacks precisam estar dentro da cultura corporativa, mesmo que sejam críticas construtivas.

3 – Esteja presente nos momentos críticos. Não abandone sua equipe!

Momentos críticos acontecem no mercado. É preciso ter vocação para se articular com equipe e superiores quando eles aparecem. Mostrar que a sua atuação é essencial em momentos críticos e que você pode traçar novas metas de sucesso com a equipe, cria vínculos de confiança.

4 – Saiba gerenciar conflitos

Conflitos são comuns, mas também são a “parte chata” e desgastante do universo corporativo. As vezes, é preciso intervir como gestor, para manter o bom relacionamento entre os funcionários e outros setores da empresa. Afinal, as relações interpessoais possuem papel fundamental no equilíbrio do ambiente de trabalho. Exercite se colocar no lugar dos envolvidos e ouvi-los de maneira igualitária.

5 – Tenha controle sobre os processos

Um bom gestor sabe negociar e delegar as tarefas sem sobrecarregar pessoas e equipes. É preciso mostrar respeito, confiança e expectativa de sucesso no trabalho do outro. Por isso, acompanhe sempre que possível mais profundamente o trabalho de cada um. Verifique se os pedidos e as entregas conseguem ser feitos dentro do prazo, para manter uma visão estratégica dos processos.

6 – Seja objetivo e estrategista

A função do gestor possui um papel importante na estratégia e planejamento dos negócios da empresa. Ter o ato de planejar como algo cotidiano é tarefa básica para manter uma boa gestão e se destacar no mercado. O planejamento deve ser algo contínuo, estratégico e flexível. Isso está diretamente relacionado com o bom desempenho e a lucratividade da empresa.

Quer saber mais sobre modelos de gestão para aplicar no seu dia a dia? Confira o vídeo que produzimos com o Alexandre Hohagen, Vice-Presidente do Google e do Facebook, para que você consiga se destacar mais!

#Dicas de Sucesso 1 –  Alexandre Hohagen: https://www.youtube.com/watch?v=AyriW1i-WrM

 

Sebrae mais: auxiliando sua empresa a crescer

Fonte: Sebrae

Pode-se dizer que a tarefa de empreender envolve uma série de etapas que vão desde a concepção da ideia do negócio até a conquista de um nome no mercado e o crescimento em um ramo de atuação específico. Para os primeiros passos de uma empresa, muitos brasileiros com anseios empreendedores já estão cientes da necessidade de planejamento, pesquisa de mercado, análise da concorrência, entre outros fatores fundamentais para a sobrevivência de um empreendimento em seus primeiros anos. Entretanto, será que nós sabemos quais atitudes devemos tomar quando a empresa está em processo de crescimento? Como crescer com segurança? Como planejar o futuro do negócio? Com quem devo expor minhas dificuldades? Para responder essas e outras perguntas, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas criou o Sebrae Mais, programa que busca oferecer soluções de aplicação imediata para a evolução de uma empresa.

Ao participar do Sebrae Mais, o empresário terá a oportunidade de implantar modelos avançados de gestão empresarial, ampliar sua rede de contatos, adotar estratégias com o intuito de estimular a inovação em seu negócio, tratar dos aspectos fundamentais da gestão financeira e melhorar o processo de tomada de decisões gerenciais. “A ferramenta é perfeita para os empreendimentos que cresceram e precisam de algo mais para continuar avançando”, comenta o diretor-superintendente do Sebrae no Pará, Vilson Schuber.

Fonte: ThinkstockDentre as possibilidade que o programa do Sebrae oferece, o empresário pode buscar uma consultoria individualizada para seu empreendimento, além da participação em Workshops, capacitações, palestras e encontros.

Para que sua empresa esteja apta a participar do Sebrae Mais, é necessário que ela esteja ativa há mais de dois anos, conte com número superior a 9 funcionários e possua uma boa estrutura de operação. Também é recomendado que o empreendedor tenha desejo de inovar em diversos setores da empresa (gestão, processos, marketing, finanças, etc).

Saiba mais sobre o programa no endereço: http://www.sebraemais.com.br/

Por: Redação MarketUP

Por que algumas empresas insistem em “correr atrás do prejuízo”?

Fonte: Thinkstock
Boa parte dos nossos líderes empresários e gestores insistem em administrar os negócios como arte e não como ciência. Enxergam os resultados dos processos industriais ou dos serviços como únicos, a partir de uma percepção muito pessoal e cheia de emoção. A definição de ciência, num sentido mais amplo, refere-se ao conhecimento ou prática sistemática adquirida através de métodos científicos, princípios ou leis. A cultura de “apagar incêndios” ou “correr atrás do prejuízo” cria indisciplina administrativa e despadronização dos processos, gerando, por sua vez, mais defeitos e mais retrabalhos, sempre com mais urgência e menos planejamento. É assim que se cria um círculo vicioso. Nesse tipo de ambiente não há espaço para métodos científicos e aquisição de conhecimento.
Existem técnicas e ferramentas para melhoria dos processos e, consequentemente, de competitividade que foram exaustivamente testadas e aprovadas nos últimos 30 ou 40 anos. São recursos que impuseram um novo nível de qualidade a produtos e serviços no mercado internacional. Muitos devem se lembrar da investida que a indústria automotiva japonesa fez no maior e mais competitivo mercado do planeta, com produtos de alta qualidade e baixo preço. Não foi à custa de percepção e emoção. Obviamente, houve um esforço coordenado de reconstrução da indústria por parte de órgãos oficiais. Mas, também, foi à custa de muito planejamento, método e capacitação dos colaboradores em ferramentas da qualidade simples e efetivas que as empresas japonesas conseguiram se impor. Com uma força de trabalho capacitada em métodos e técnicas de trabalho, e acreditando nos colaboradores, fica mais fácil melhorar todos os processos produtivos simultaneamente e melhorar a qualidade dos produtos e serviços. Ou seja, todo o negócio ganha um upgrade.
O conjunto de métodos e ferramentas que conseguiu erguer a indústria japonesa no pós-guerra recebeu o nome de Lean Manufacturing (produção enxuta) ou Lean Thinking (pensamento enxuto). Era quase uma filosofia de trabalho, que foi sendo adotada por grandes empresas no mundo todo, com bons resultados. Posteriormente, o mundo industrial e de negócios ganhou outra ferramenta de melhoria de processos: o Six Sigma. Tirando proveito de conceitos de controle estatístico dos processos criados nos anos 30, só que com outra roupagem, essa ferramenta ataca a variabilidade dos processos de forma estatística. Além disso, utiliza de forma bastante intensa a “voz do cliente” como base para medir a eficiência dos processos industriais e de serviços. Mais uma vez, empresas do mundo todo passaram a aplicar essa ferramenta corporativamente, com bom retorno. Com a disseminação dessas ferramentas em grandes empresas, seus fornecedores foram igualmente convencidos a adotá-las para entregar produtos de melhor qualidade, com menor variabilidade e menor custo.
Diante desse quadro, uma dúvida: por que ainda existem empresas que relutam em adotar técnicas e ferramentas científicas? É correta a justificativa de que o ambiente de negócios no Brasil é singular e dificulta a administração cientifica. Igualmente é correto alegar que as pequenas empresas sofrem com excesso de impostos e falta de recursos financeiros. Ainda assim, é possível aplicar algumas ferramentas e métodos científicos com a finalidade de melhorar a produtividade, reduzir a ocorrência de erros e defeitos, aumentando, consequentemente, a satisfação dos clientes.
Muitas empresas podem ter falhado na implementação das ferramentas por acharem que deveriam implantar todas ao mesmo tempo, nos moldes de programas de qualidade e produtividade das grandes organizações. Também pode ter havido falta de acompanhamento e cobrança por parte dos líderes na sua utilização. Mas é fato que as ferramentas de qualidade e produtividade podem sim ser implantadas individualmente – de preferência, começando pelas mais simples e mais efetivas na organização dos postos de trabalho, ou por aquelas que trarão disciplina na análise de problemas de uma maneira geral.
Uma dessas ferramentas de análise é tão simples como perguntar varias vezes “por que” um evento ocorreu, imitando a incansável curiosidade infantil, em busca de porquês que nem sempre os pais têm como justificar. Trata-se dos “5W”, ou “5 Whys”. Além de ajudar na identificação de causas raiz dos problemas industriais ou de serviços, essa ferramenta cria uma disciplina mental, ajudando no processo analítico e na tomada de decisão em qualquer área ou processo da empresa. A falta de método na resolução de problemas leva a ações incorretas que muitas vezes atacam o efeito e não a causa, fazendo com que o problema não seja resolvido. Daí a importância de se esgotar todos os porquês antes de tomar medidas corretivas. Vale lembrar que esse método não busca culpar pessoas, mas encontrar falhas no processo.
Outra ferramenta é tão simples como fazer uma boa limpeza e arrumação em nossos armários, jogando fora tudo o que não se usa e deixando à mostra as coisas que precisamos no dia a dia. Neste caso, falamos do “5S”, que representa cinco palavras no idioma japonês: Seiri (Utilização); Seiton (Organização); Seiso (Limpeza); Seiketsu (Padronização); Shitsuke (Autodisciplina). De novo, é uma ferramenta aplicada por uma equipe na sequência indicada. Por exemplo, não se passa para a fase de limpeza antes de deixar tudo organizado, bem como não se organiza antes de fazer a seleção do que presta e do que não presta – o que acaba criando na equipe o senso de disciplina, além de melhorar as condições de trabalho. Com o ambiente limpo e organizado, fica mais fácil identificar falhas, vazamentos ou matérias primas erradas. Além disso, outros ganhos englobam redução de perda de tempo, redução de despesas, melhor aproveitamento de espaços e redução de acidentes de trabalho.
Já que não conseguimos conhecer bem algo que não podemos medir ou expressar em números, lançamos mão de outro conceito. Afinal, como saber se os nossos investimentos estão sendo valorizados? Só através de números – dos índices da bolsa de valores ou dos fundos de investimento. Mais um exemplo: como os médicos podem dizer se estamos bem de saúde? Só através de medidas da pressão arterial, dos batimentos cardíacos e exames clínicos, entre outros. São números que, quando comparados a medidas-padrão, indicam boa saúde (benchmark). Na produção ou prestação de serviços ocorre o mesmo. A coleta de dados sobre o processo – e plotagem num gráfico ao longo do tempo – mostra como ele está em relação aos limites preestabelecidos. Com isso, o operador terá completa consciência do rendimento do processo, podendo alertar para variações especiais. Essa ferramenta tem o nome de CEP (Controle Estatístico do Processo) – e nos ajuda fazer o monitoramento sem produzir erros ou defeitos. Dependendo da sua aplicação, será uma ferramenta simples ou complexa.
Independentemente do tamanho ou da natureza dos problemas de uma empresa, todas as ferramentas citadas acima e muitas outras estão disponíveis – aguardando apenas que um gestor mais determinado se disponha a conhecer o que elas podem fazer para que ele nunca mais se encontre “correndo atrás do prejuízo” e muito menos “apagando incêndios”.
Por: Enio Feijó – especialista em melhoria contínua, consultor e professor da FGV e FEI