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Auxílio emergencial pode ser renovado por até mais três meses

O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou ontem, dia 8 de junho, que o pagamento do auxílio emergencial deve ser estendido pelo governo federal por “mais dois ou três meses”. A declaração sucede a divulgação dos novos calendários de vacinação de estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que prometem aplicar a primeira dose da vacina contra a covid-19 em toda a sua população adulta até o fim de outubro.

Reeditado em abril, o auxílio emergencial tinha, até então, mais quatro parcelas confirmadas com valores entre R$125 e R$375. O pagamento estava previsto para terminar em julho, mas agora há a expectativa de que ele seja prorrogado até outubro. O ministro, contudo, não deu detalhes se os valores atuais serão mantidos.

Auxílio deve seguir previsão dos calendários estaduais de vacinação

O anúncio foi feito por Guedes durante um evento promovido pela Frente Parlamentar do Setor de Serviços nesta terça-feira. “Os governadores estão dizendo que, em dois ou três meses, a população brasileira adulta vai estar toda vacinada. Então, nós vamos renovar por dois ou três meses o auxílio”, afirmou. 

A novidade chega em meio a alertas de especialistas sobre a iminência de uma terceira onda de contaminação pelo novo coronavírus no País. Segundo boletim extraordinário da Fiocruz, “o processo de manutenção de taxas elevadas de mortalidade, juntamente com o aumento das taxas de incidência, pode ter como consequência um agravamento da crise sanitária”.

Programas de apoio a empresas e novo Bolsa Família

A medida será financiada com um crédito extraordinário de R$12 bilhões a ser enviado ao Congresso, além dos cerca de R$7 bilhões restantes do orçamento aprovado de R$44 bilhões para as ações do benefício em 2021. Programas de assistência criados para socorrer as empresas, como o Programa Emergencial de Manutenção de Emprego e Renda (BEm), também devem ser mantidos até que todos os adultos estejam imunizados.

De acordo com Guedes, a intenção é que, logo ao final do pagamento da última parcela do auxílio emergencial, o governo federal implementará o novo programa de renda mínima permanente que substituirá o Bolsa Família. “Logo depois, entra, então, o Bolsa Família, o novo Bolsa Família, já reforçado. Então eu diria que o Brasil está encontrando seu caminho”, disse o ministro. 

Redação MarketUP | Fonte: UOL