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Central de Compras: o que é e como vender mais com ele

A Central de Compras, ou Marketplace, é muito bom para quem vende e para quem compra

A Central de Compras é o Marketplace da MarketUP, um espaço virtual onde se faz comércio eletrônico. O objetivo dessa funcionalidade é fazer com que empresas que vendem para empresas (B2B) comprem diretamente da indústria e dos grandes fornecedores. Ela possui diversos níveis de interatividade, desde consultas de produtos até encomendas e integrações de processos de negócio.

Qual a diferença entre uma loja virtual e um Marketplace?

Valéria Mancini é Consultora de Marketplace da Epicom Tech, empresa que integra lojistas nessa funcionalidade. A especialista listou os principais fatores que caracterizam a diferença entre uma Central de Compras e um E-commerce, confira:

A loja virtual tem as regras de seu proprietário. Nela, ele assume toda a responsabilidade, como desenvolvimento, tecnologia, design, trazer tráfego, garantir a segurança do consumidor, ações de marketing, riscos financeiros, charge back, etc. Valéria diz que outra grande vantagem é a liberdade. “Tem como vantagem a opção de divulgar seu produto como desejar, criar campanhas e promoções que não terão a concorrência de outros vendedores”.

No entanto também existem desvantagens na Loja Virtual. “A desvantagem é que essas ações custam caro para o proprietário da loja e podem demorar para dar o retorno esperado”, afirma Valéria.

O marketplace é como um shopping center, onde vários lojistas vendem seus produtos. Existem regras e padrões que devem ser seguidos por todos. Eles beneficiam o pequeno empresário que ainda não possui bastante tráfego em seu site. E como diz Valéria existe investimento maior, porem a concorrência também aumenta. “Os marketplaces investem em divulgação e mídia, em contrapartida, têm restrições, proíbem alguns produtos, os lojistas precisam seguir os padrões exigidos, além da alta competitividade.”

Quais os fatores de sucesso do Marketplace?

A Central de Compras, ou marketplace, chega a beneficiar tanto que vende tanto quem compra. A especialista ressaltou também alguns fatores que podem levar ao sucesso dentro deste meio. Veja:

Credibilidade

Os consumidores têm receio de comprar em lojas virtuais novas ou pouco conhecidas, mas se encontram o produto no marketplace, que é um site que ele confia, ele se sente seguro para realizar a compra.

Tráfego

O número de pessoas que trafegam nos marketplaces é bastante alto, e se tem mais gente vendo o produto na vitrine do site, consequentemente, tem mais gente comprando.

Custo-benefício

O investimento para vender em marketplaces é baixo, quando comparado com o esforço que seria necessário para trazer o volume do canal na própria loja. Os marketplaces cobram somente uma taxa sobre os pedidos transacionados em suas plataformas. Existem outros custos tecnológicos que podem ser necessários para a automação e gestão das vendas, mas nada que torne a operação inviável.

Fraude / Charge Back

O risco financeiro da operação é assumido pelo marketplace, que já considera o custo na taxa cobrada. O lojista não tem essa preocupação, focando apenas em escalar o negócio.

Escalabilidade do Negócio

Os consumidores visualizam cada vez mais produtos nos marketplaces, têm boas experiências, voltam a comprar, divulgam, chegam novos consumidores. As lojas criam ações, conquistam reputação dentro dos sites e com isso, as vendas aumentam. É um ciclo.

Como conseguir vender mais no Marketplace?

Mais outros fatores também são muito importantes de acordo com Valéria:

Cadastro de produto

É fundamental. Em muitos casos, o consumidor não conhece o produto, não teve contato e vai comprar pela descrição e pela imagem que viu no anúncio do produto.

Seja competitivo

Isso não significa baixar o preço de todos os produtos, mas é importante ter produtos com preço e frete competitivos. Avalie o que os concorrentes estão fazendo, para definir a melhor estratégia.

Experiência do cliente

O preço baixo atrai o cliente para a primeira compra, mas a experiência proporcionada é que os mantém ou não. Os consumidores consultam a reputação da loja em sites como Ebit e Reclame Aqui, além de pedir indicações de conhecidos. Óbvio que problemas acontecem, mas é como se lida com eles que o consumidor leva em conta.

Automação

Quanto maior as vendas, mais difícil fica controlar tudo manualmente. Corre o risco de não enviar um pedido no prazo, de não acompanhar o estoque em vários marketplaces, enfim, pode ser problemático. A automação da gestão é fundamental para escalar o negócio.

Por que vender no Marketplace e não no e-commerce?

Digamos uma loja que vai iniciar no e-commerce e ainda não possui loja virtual ou possui, mas ela não possui o tráfego necessário para vendas significativas. Usar um Marketplace é economizar, de acordo com Valéria.

“O investimento para vender no marketplace é menor do que desenvolver e/ou investir na própria loja, daí pode ser mais interessante vender em marketplace. Por outro lado, quantos consumidores entram nos marketplaces, consultam o nome da loja e fazem uma busca online para encontrar a loja virtual própria e avaliar?”

O marketplace também leva para a loja virtual do lojista. “Nesse caso, vale considerar que um complementa o outro, afinal, mesmo que sem o investimento na loja, ela existe para o consumidor a conhecer e gera a proximidade”, completa Valéria.